quarta-feira, 22 de abril de 2015

Dicas práticas para escrever melhor

1) Releia o que escreveu.

Isso é uma coisa básica e que todos deveriam fazer. Até por que, se você não tem paciência para reler o seu texto como quer que os outros tenham pra o que você escreveu?

2) Entenda o verbo "haver".

Quando a gente fala "há muitos anos", se usa o "há" com H e acento. Muitas pessoas acham que o "há" concorda com a quantidade de dias, anos, ou seja o que for, mas não, então o certo não é falar "haviam muitos anos" e sim "há muitos anos" ou "havia muitos anos".
E quando não se está falando de tempo e você usa o verbo haver, você também não concorda com a quantidade de coisas, por exemplo, "há um milhão de habitantes", é o contrário do verbo existir, pois ai você fala "existem um milhão de habitantes".
Não se deve por "há" com "atrás". Não se fala "há muitos anos atrás", ou é "há muitos anos" ou "muitos anos atrás", pois com os dois fica redundante.

3) Lembrar que quando se usa um verbo no infinitivo ele tem um "r" no final.

Como a gente não pronuncia esse "r", nós pegamos a mania de não escrevê-lo também, mas tem que por ele no final do verbo.
No verbo, lembrar, a pessoa escreve lembrá, só que sem o acento, a pronuncia muda e a tônica fica no "lem" de lembra. Na pronuncia não faz mal, mas na hora de escrever faz toda a diferença.

4) Mim não conjuga verbo.

Pode parecer muito óbvio para algumas pessoas, mas para outras é uma coisa difícil de se lembrar, não é simplesmente por que elas não querem entender ou por que não sabem, não tem nada a ver. É por que quando a gente á num meio onde as pessoas falam desse jeito, é muito difícil se acostumar a não falar isso. Quando se convive com pessoas que usam o "mim" em vez de "eu" você acaba escorregando nisso.
Já vi pessoas que quando você fala "não é mim é eu" ela responde "mas fica tão estranho", é só por que não está com o habito de usar o eu no lugar no mim.

5) Não separe o sujeito do predicado.

Resumindo, o sujeito é quem faz a ação
 Aprofundando na análise sintática tem mil e uma coisas, mas você não precisa se preocupar com isso, o que importa é: quem é que está fazendo? Quem é o ser ativo dessa frase? E o predicado é o que ele está fazendo, se ele está fazendo, comendo, escrevendo, andando, respirando, resumindo outra vez, é o verbo de ação.
Não se pode separar a pessoa que faz do que ela faz.

6) Mais pontos, menos vírgulas.

A dica de a vírgula ser onde você respira, mais atrapalha do que ajuda, pois se você começar a pôr vírgulas em todo o momento que respira, vai perceber que terão vírgulas onde não tem nada a ver e fica tudo sem sentido.
Quando você usar a dica número um e ver que sua frase ficou mais de duas linhas, a sua frase está longa demais e então coloque um ponto final. As vezes, colocamos vírgulas onde deveriam ser um ponto e as vezes colocamos pontos onde deveriam de ser vírgulas ou também colocamos vírgulas onde não precisava, mas nada que ao revisar o texto você não perceba.
Tente colocar duas ou três vírgulas por cada frase  e é melhor fazer várias frases curtas do que você fazer uma frase gigante cheia de vírgulas


Acabamos aqui por este post e espero ter ajudado.
Até a próxima.
Beijos da Ana.